segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vale a pena fazer uma MBA?


Os profissionais que investem em um MBA pensando em melhorar salário e galgar posições na carreira estão no caminho certo. Pesquisa realizada pela líder mundial em recrutamento especializado Robert Half com 50 executivos de média e alta gerência mostra que 66% dos profissionais com um MBA no currículo tiveram aumento salarial após a realização do curso.


A promoção na carreira aconteceu para 48% dos entrevistados que investiram em educação continuada.Dentre os profissionais que tiveram aumento salarial após a conclusão do MBA, pelo menos 22% receberam mais que o dobro do salário que ganhavam antes do curso. Mais de 30% tiveram aumento de remuneração entre 20% e 50%. A maior parcela dos entrevistados teve aumento de até 20% no salário.



A pesquisa ouviu executivos das áreas de TI, Marketing e Vendas, Engenharia, Finanças e Contabilidade e Mercado Financeiro. Dentre os 50 profissionais ouvidos no levantamento, 54% fizeram MBA.

domingo, 29 de novembro de 2009

Pelo mundo

Foto de passageiro obeso em avião obriga companhia a se
explicar

A imagem de um passageiro obeso espremido numa poltrona da classe econômica reacendeu o debate nos Estados Unidos sobre como as empresas aéreas lidam com o grande número de passageiros acima do peso.


A foto, postada num blog sobre aviação, e publicada no site do inglês "Daily Telegraph", foi tirada por um dos clientes para ilustrar a dificuldade da empresa em acomodar os passageiros em seus assentos.

Não está claro, segundo o jornal, se o passageiro está consciente de que sua foto foi tirada ou se o voo, um avião de carreira da American Airlines, decolou com o passageiro com metade do corpo para fora do assento.

Segundo o "Telegraph", algumas empresas aéreas já oferecem cintos de segurança maiores para passageiros acima do peso em cumprimento a normas de segurança, mas boa parte dos voos de carreira insistem para que passageiros obesos comprem uma poltrona extra.

A americana Southwest tem uma política que orienta os passageiros que não se encaixam entre os dois braços das poltronas a comprar um segundo bilhete que é reembolsado caso o voo não esteja cheio.
A American Airlines não tem uma regra, mas pede aos passageiros para “identificar, antes do horário do voo, se precisará de dois assentos”.
A imagem, aparentemente feita num Boeing 757, foi postada no blog sobre aviação "Flightglobal", do escritor Kieran Daly.
O autor do blog disse ao diário inglês que a foto foi enviada para ele com “absoluta garantia de que é genuína por um comissário de bordo da American Airlines”.

Em um comunicado, a empresa afirmou que “não poderia ainda confirmar se a imagem foi feita ou não por algum membro da tripulação do voo" e que vai "investigar a situação internamente para determinar se algumas das políticas da empresa não foram corretamente aplicadas”.

“A American Airlines tem entre suas principais preocupações a segurança e o conforto dos seus passageiros e tripulações e, consequentemente, passageiros são orientados a reservar dois assentos se eles sabem que vão precisar. Se o voo não estiver lotado, todavia, as necessidades destes passageiros são atendidas sem custos, sempre que possível”, diz a empresa.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Proximos Eventos - Ainda da tempo...


Ultima semana
SELEÇÃO DE DOCENTES UNP
Inscrições até 27 de Novembro



IV MOSTRA DE NURIÇÃO E GASTRONOMIA DA UNP
27 de Novembro na Unp da Salgado Filho



MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS DE ALIMENTOS
PROMOÇÃO - Ultimas Vagas
MATRICULA GRATIS ATÉ DIA 27/11




CURSO DE EXTENÇÃO EM: ENOGASTRONOMIA DA UNP
Harmonização de vinhos e alimentos
28 e 29 de Novembro

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO CLÍNICA

I CONGRESSO BRASILEIRO DE GASTRONOMIA HOSPITALAR

De 29 de Novembro á 02 de Dezembro

Nutrição ao longo da vida

Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira

Pesquisadora brasileira provou que a prática popular tem base científica.Erva pode ser tão efetiva quanto drogas sintéticas.



Uma xícara de chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente, concluiu um estudo feito na Grã-Bretanha por uma pesquisadora brasileira. Há séculos, a erva Hyptis crenata, conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó, vem sendo utilizada na medicina popular no Brasil para tratar desde dores de cabeça e estômago até febre e gripe.
Liderada pela brasileira Graciela Rocha, a equipe da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, fez estudos com ratos e provou que a prática popular tem base científica. O estudo foi publicado na revista científica "Acta Horticulturae." Graciela Rocha está apresentando seu trabalho no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em Nova Déli, na Índia.
Tradição


De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas. O método mais comum de uso é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo.

Os pesquisadores descobriram que quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor como uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina


A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir quão efetiva a erva é no alívio da dor em humanos. "Desde que os homens começaram a andar na Terra, temos procurado plantas para curar nossas aflições", disse Graciela Rocha. "Na verdade, calcula-se que mais de 50 mil plantas sejam usadas no mundo com fins medicinais".

"Além disso, mais de a metade de todos os remédios vendidos com receita são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em alguma planta. O que fizemos foi pegar uma planta que é amplamente usada para tratar a dor com segurança e provar cientificamente que ela funciona tão bem como algumas drogas sintéticas", disse Rocha. "O próximo passo é descobrir como e por que a planta funciona".

Sabor da Infância

Graciela disse que se lembra de ter tomado o chá como cura para todas as doenças da sua infância. "O sabor não é o que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha reconheceriam como hortelã. Na verdade, ela tem um gosto mais parecido com o da sálvia, que é uma outra erva da família das mentas. Não é muito gostoso, mas remédios não tem de ser gostosos, não é?"

"O próximo passo é descobrir como e por que a planta funciona"

A presidente da Chronic Pain Policy Coalition, entidade britânica que trabalha para combater a dor crônica, disse que a pesquisa é interessante. "São necessários mais estudos para identificar a molécula envolvida, mas este é um estudo interessante sobre um possível novo analgésico para o futuro", disse Beverly Collett.

"Os efeitos de substâncias semelhantes à aspirina são conhecidos desde que os gregos, na Antiguidade, relataram o uso da casca do salgueiro para cortar a febre".

terça-feira, 24 de novembro de 2009

REVISTA VEJA COMER & BEBER NATAL 2009/ 2010

Olá...
Resolvi fazer serão hoje a noite e atualizar todos os blogs, e como não havia tido tempo de comentar aqui sobre a ultima edição da revista Veja Comer & Beber NATAL, 2009/2010. Vamos fazer um pequeno resumo, maiores comentarios postaremos lah no blog "todo dia é dia de dieta" Acesse e confira o endereço é: http://dietadodia.blogspot.com/

A gastronomia natalense continua sendo mapeada, catalogada e servida a públicos cada vez maiores. A edição da “Veja Natal” – agora com o título “Comer e Beber” – publicação que lista e seleciona algumas das melhores opções culinárias da cidade (e do Estado), nos segmentos “bares”, “restaurantes” e “comidinhas”.
Em seu quarto ano, o aumento da revista prova que o cenário local cresceu e ficou ainda mais apetitoso.“O número de lugares consultados cresceu 16% em relação ao ano passado. A revista circula por 20 capitais do país. É o grande mostruário da gastronomia local”, afirma Paulo Araújo, editor da versão natalense da revista. Ele, aliás, foi convocado para dar uma cara mais local à edição, diferente dos anos passados.
“Não fazia sentido editar a revista no sudeste. Agora, a gente pôde ajustar os textos e as ideias da forma que as pessoas vivem aqui”, explica.
Foram selecionados para a edição 505 endereços, entre Pirangi e Pipa. Cinco repórteres saíram em campo para registrar os locais. Quanto aos estabelecimentos que venceram em suas categorias, foram escolhidos por 30 jurados - 10 em cada categoria.
“Se havia empate, eu era o encarregado de desempatar. Visitava os locais e tirava minhas conclusões. Houve quatro empates para o meu voto de Minerva”, diz.
Foram três meses de degustações variadas (de 25 de julho a 25 de outubro) até chegar à seleção final da revista. Aos nomes ‘top’ da Veja Natal
No segmento de bares, os vencedores foram:
  • Toca do caranguejo (praia);
  • Choperia Petrópolis (“boteco”);
  • Real Botequim (melhor cozinha);
  • Cia do Caldo (fim de noite);
  • 6 em Ponto (happy hour);
  • Decky (música ao vivo);
  • Dom Vinícius (para ir a dois);
  • Sgt Peppers (para paquerar).
No segmento de restaurantes, os melhores foram:
  • Mangai (regional);
  • Sal & Brasa (carnes);
  • Piazzale Italia (italiano);
  • Temaki House (oriental);
  • Camarões Potiguar (frutos do mar);
  • Cipó Brasil (pizzaria);
  • Dolce Vita (cozinha variada);
  • Paçoca de Pilão (litoral sul).
Foi criada em 2009 a categoria “bom e barato”, cujo vencedor foi a Tábua de Carne. O critério era que a conta fosse no máximo R$35 dividido para duas pessoas. E, pela terceira vez, o chef do ano pela revista é o jovem Thiago Gomes.
A categoria “comidinhas” destacou as seguintes casas:
  • Santa Clara (melhor café);
  • Sobradinho (creperia);
  • Da Guia Tortas Finas (doces);
  • Pão & Cia (padaria);
  • Nick Buffet (salgados);
  • Sanduicheria do Paulista (sanduíches);
  • Tropical (sorveteria);
  • Mangaboo (sucos);
  • Casa de Taipa (tapiocaria).
Segundo Paulo Araújo, foram escolhidas pessoas dos mais variados segmentos para escolher os locais. “Assim podemos dar uma visão eclética e democrática do que temos por aqui”, afirma. A revista traz bônus especial: um texto da cantora Roberta Sá chamado “Histórias que o tempo leva”, sobre as memórias gastronômicas de uma potiguar que mora no Rio de Janeiro. Nem precisava dizer que o texto está uma delícia.
Não deixem de conferir a revista e o roteiro gastronomico, Realmente vale muito apena...

Faculdade de Natal abre seleção para professores


A Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN (FARN) abriu inscrições para seleção de professores. São oferecidas vagas para os cursos de Direito, Educação Física, Nutrição, Enfermagem e Fisioterapia.

As inscrições seguem até 07 de dezembro, na Secretaria Geral da Instituição, no horário das 8h às 21h. A seleção é dividida em três etapas, que serão realizadas de 08 a 15 de dezembro:

-Prova didática;

-Análise de títulos;

-Entrevista com o candidato.

O edital completo pode ser conferido no site http://www.farn.br/. Mais informações pelos telefones (84) 3215 2917/2918.

Confira as disciplinas:

DIREITO
  • Direito Processual Civil IV (Processo Cautelar)

  • Direito Processual Civil II (Recursos)

  • Direito Empresarial I

  • Hermenêutica Jurídica

  • Prática Jurídica IV (Prática Administrativa)

Educação Física

  • Folclore

Enfermagem

  • Parasitologia

Fisioterapia

  • Recursos Terapêuticos II (Eletro-Termo-Fototerapia

Nutrição

  • Bromatologia

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um pouco sobre nossa Gastronomia - O Queijo é nosso

Não há café da manhã ou jantar nordestino que passe sem algumas fatias de um bom queijo de coalho ou manteiga. Para além das mesas caseiras, os queijos do Nordeste já ganharam as ruas, vendidos em espetinhos por ambulantes, e também os cardápios de alguns restaurantes que praticam desde a culinária regional até a alta gastronomia. O Rio Grande do Norte está, aos poucos, sendo reconhecido como um dos grandes produtores, senão o maior, da região no quesito qualidade. Queijeiras potiguares se destacam frequentemente em concursos de alcance regional, provando que alguns dos laticínios mais saborosos do Brasil saem daqui – apesar de uma série de entraves burocráticos que envolvem essa indústria.

O melhor do Nordeste

O sabor dos queijos potiguares foi ressaltado recentemente pela participação no 7º Concurso de Queijos Regionais do Nordeste, um evento que fez parte da programação do VII Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel 2009), realizado em junho passado. Foram premiadas a queijeira Dona Gertrudes, de Caicó, que teve seu queijo de manteiga posicionado em 1º lugar, acompanhada em 2º lugar na mesma categoria pela LF Laticínios (de Jardim de Piranhas). Já no quesito queijo de coalho industrial, a premiada foi (pelo terceiro ano), a queijeira Dona Márcia, de Monte Alegre. Dona Gertrudes também foi premiada como melhor queijo de coalho artesanal.

Tacho para preparação do queijo de manteiga artesanal de Gertrudes

A queijeira de Gertrudes Fernandes de Araújo é um negócio de família iniciado há mais de 30 anos. A filha de Gertrudes, Alane Araújo, conta que a mãe fazia só para consumo próprio, até que os vizinhos passaram a pedir encomendas e o comércio foi nascendo. Hoje, é uma empresa de porte médio. Boa parte da produção vai para a capital, em açougues, padarias, lojas regionais como o Cantinho Sertanejo, e restaurantes como Farofa d’Água, Camarões, e Hotel Pestana. A cada 15 dias, também há encomendas para São Paulo, além de várias capitais nordestinas.

O melhor artesanal


A queijeira Gertrudes ainda é essencialmente artesanal, porém adaptada a algumas normas atuais. Há maquinários modernos em inox, sendo a principal a desnatadeira elétrica, que processa o leite. O resto do processo é artesanal, feito à base de leite cru (não pasteurizado), com objetivo de produzir um queijo sem muito sal e soro. “É preciso sentir o sabor do queijo, sem acréscimos”, diz Alane. A empresária teme que o processo de mecanização faça com que o queijo tradicional perca em consistência, sabor e textura. Queijeiras artesanais como as dela têm dificuldade em se adaptar às legislações atuais de produção. “É um estudo demorado para provar que o produto tem as condições necessárias para ser comercializado conforme as regras atuais. A gente se sente num impasse, apesar do apoio que o Sebrae e Emater nos dá. Sentimos falta de ações do poder público que facilite nosso negócio”, diz.


O melhor industrial


A mineira Márcia Carbogim pôs Monte Alegre, a 45km de Natal, no mapa nordestino da produção de queijo desde 2003. A produção de Dona Márcia é totalmente industrial mas, segundo ela, preocupada em manter a textura, o sabor e a consistência do queijo artesanal. É um queijo que “range” quando está sendo mordido e não derrete na chapa. “Pesquisamos muito para manter o padrão de sabor, mesmo usando o leite pasteurizado em vez do cru”, afirma. Ela conta que a empresa tem laboratórios que faz os exames necessários para manter o leite tipo ‘AA’, e gado próprio tratado com homeopatia e ração balanceada. O leite deve ser isento de brucelose e tuberculose. O queijo de Monte Alegre pode ser encontrado em vários pontos do estado, inclusive supermercados, já que possui selo de permissão para esse tipo de venda. Além do coalho, a Dona Márcia produz também queijo Minas e ricota. Raoni Carbogim, sócio-gerente e técnico de laticínios da empresa, afirma que a diversidade é necessária para sobreviver no mercado local. “A gente paga impostos altos pelo leite. Fica difícil concorrer com os laticínios subsidiados pelo governo que vêm de fora”, lamenta. Ele afirma que faltam mais incentivos do estado para que suas queijeiras possam se manter dentro dos padrões exigidos pela legislação federal. “O RN acaba ficando pra trás em muita coisa”, diz.


Artesanal x Industrializado

Acácio Brito, gestor do projeto de leite e derivados do Sebrae-RN, confirma a necessidade de a produção de queijos do estado – que é basicamente artesanal – se adaptar aos recursos exigidos, principalmente na questão higiênica. “É óbvio que a pasteurização interfere no sabor do queijo. Mas, tem a questão de o leite cru ser mais suscetível às doenças. Há um impasse entre a produção artesanal e industrial, e aí entra o trabalho de orientação do Sebrae e Emater”, explica. São cuidados como as boas práticas de ordenha, controle sanitário de rebanho, melhoria das instalações e equipamentos, tratamento de água, transporte adequado do leite, entre outros.

Queijos artesanais levam o “ferro” da queijeira de origem


Segundo Acácio, o entrave é o fato de não haver uma legislação estadual que cuide dos pequenos produtores potiguares. “A legislação federal exige uma série de recursos que o pequeno produtor não consegue manter. Temos 19 queijeiros que desejam sair da informalidade e ganhar o selo da Indicação Geográfica, que valoriza e mantém a produção de caráter regional. Precisamos de uma legislação estadual sobre o assunto, e estamos aguardando o desdobramento desses processos”, diz. Por enquanto, é preciso confiar na qualidade dos bons produtores. Atenção nos melhores queijos, então.


Fazendo bonito nos cardápios regionais


Para os restaurantes de culinária regional, queijos de coalho e manteiga são ingredientes de primeira ordem. No Âncora Caipira, a iguaria láctea pode ser saboreada no café da manhã, assada por cima da carne de sol, ou em sobremesas com mel de engenho (derretido), em doces de leite, coco ou goiaba, e ainda em forma de cartola, misto de queijo de manteiga derretido, banana frita, canela e chocolate em pó. O proprietário Gustavo Azevedo compra o queijo de São José do Seridó. O produto é artesanal, mas ele faz questão de que seja algo bem cuidado e de qualidade.

“Não pode ser mais como nos meus tempos de menino, em Parelhas. Hoje tem que ser tudo embalado à vácuo, bonitinho, higiênico, mas com o sabor do queijo da fazenda. Com pesquisa e bons contatos já se acham esses produtos”, diz. De queijo, ele entende.

“Uma tia minha fazia na fazenda. Eu acompanhava todo o processo do leite cozinhando, soro, nata, as mexidas nas panelas, até chegar nas formas de madeira para esfriar. Procuro queijos com o mesmo sabor daquela época”, diz.


O chef Arthur Coelho, carioca da gema, teve seu primeiro contato com o queijo coalho em 2000, já morando em Natal. Ele fez um jantar para um chef francês convidado, que consistia na fusão de ingredientes regionais e internacionais. O carpaccio de carne de sol com queijo coalho agradou em cheio. “O chef adorou, pediu receita e tudo mais. Só seria difícil ele encontrar a carne e o queijo na França”, diverte-se. A partir daí, Arthur não parou mais de experimentar com os ingredientes da terra.

“O queijo coalho é fantástico, porque tem uma boa acidez, um sabor bem característico. É muito versátil, e pode substituir os queijos estrangeiros em diversas receitas”, afirma.

Em pratos gratinados, por exemplo, pode substituir o queijo mussarela ou o requeijão; mesmo caso nos risotos. Arthur já produziu iguarias como um cheese-cake de coalho, e o purê de abóbora com carne de sol e queijo coalho gratinado.

“Sair do lugar-comum é a ideia, não se pode pensar apenas em queijo assado. Cozinha contemporânea é isso: fazer uma releitura do clássico, sem tirar o sabor dele”, diz. É algo ótimo para se fazer com os queijos do Nordeste.


Bônus - RECEITAS

Receita: Purê de jerimum com charque refogado e queijo de coalho gratinado


Purê de Jerimum


500g de jerimum cozido no vapor ( preferencia )

- 04 colheres de sopa de manteiga da terra

- 02 pimentas de cheiro picadas

- sal / coentro picada.

Passe o jerimum por uma peneira depois de cozido, para ficar um pure bem liso. refogue rapidamente as pimentas em manteiga de garrafa, junte ao pure, tempere com sal e polvilhe o coentro picado. reserve.

Charque refogada.

-200g de carne de charque cozida e desfiada

-01 cebola picada

-1 pimenta de cheiro

-manteiga de garrafa

-sal /pimenta do reino/ coentro picado

-01 calice de cachaça nordestina

-queijo de coalho ralado grosso

Refogue a cebola em manteiga de garrafa, junte o charque e flambe com a cachaça; adicione a pimenta de cheiro picada e o coentro; reserve o queijo de coalho ralado grosso para gratinar.

Montagem do prato

- Em um aro, coloque uma porção do pure, dentro do aro, por cima do pure coloque o charque refogado, cubra com o queijo de coalho e leve para gratinar.

- Retire o aro, decore com folhas de coentro e pimenta de cheio e sirva acompanhdo de arroz de leite ou arroz da terra com queijo de coalho defumado.

Materia Publicada em 20 de Novembro de 2009, pelo Jornal Tribuna do Norte. Está disponivel em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/o-queijo-e-nosso/132252